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A nossa rede de segurança

Domingo, 30.10.16

 

 

 

O que é que nos ajuda a lidar com os momentos difíceis da vida? As despedidas, as tristezas, os medos?

Há quem considere que depende de uma capacidade de resistência ou resiliência que uns têm e outros não. Isto pressupõe que uns são fortes e outros frágeis, uns superam melhor e outros pior ou não superam mesmo.

Prefiro pensar na hipótese de todos conseguirem lembrar a sua rede de segurança e, se não a lembram, aprender a construi-la:

 

 

 

Houve um tempo-espaço de absoluta segurança

num passado, perto do início de tudo.

Nem todos se lembram desse tempo-espaço

mas essa sensação de segurança está lá

mesmo em experiências muito amolgadas.

 

Penso que todos temos essa energia vital

a partir do momento em que decidimos viver.

Porque é disso que se trata:

no início de tudo escolhemos viver.

 

Toda a nossa vitalidade se organizou para viver.

Respiramos essa vitalidade inicial.

 

Esse tempo-espaço prolonga-se até se tornar passado-presente.

É a nossa rede de segurança.

 

Voltamos lá, a esse tempo-espaço

sempre que caímos ou que nos magoamos.

É um lugar secreto, só nosso

onde nada nem ninguém nos pode destruir.

Aí podemos recuperar a nossa vitalidade inicial

e arriscar novas experiências.  

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 10:26

A vida na Terra

Domingo, 22.09.13

 

Poderão achar estranho escolher o dia das eleições alemãs para me despedir d' As Coisas Essenciais. Bem, as coisas essenciais permanecem connosco pela vida fora. Como aqui ao lado podem constatar, nas palavras-chave, dediquei aqui posts a: vida, afectos, amor, amizade, autonomia, liberdade, responsabilidade, verdade, blogosfera, cidadãos, música, cinema, ... 

 

As coisas eseenciais variam conforme a consciência de cada um, e a consciência de cada um depende da cultura e subculturas e das suas experiências, interacções, oportunidades.

Podemos, no entanto, encontrar coincidências na lista das coisas essenciais que são comuns à generalidade das pessoas: saúde, afectos, alegria, convívio social, integração social, segurança, etc.

 

A cultura dominante actual coloca algum ênfase nas coisas como objectos, exteriores à consciência - dinheiro e o que se pode obter -, ou na aprovação social - fama, sucesso, estatuto, poder. É o que vemos circular cada vez mais nos media actuais, apesar da evidência desta cultura estar em profunda contradição com as novas capacidades para enfrentar os desafios que nos esperam. Desenham-se novas culturas paralelas à cultura dominante, a nossa incrível capacidade de adaptação. Se tudo correr bem, os choques culturais que se avizinham serão amortecidos por esta adaptabilidade e criatividade da consciência.

 

Tudo isto para vos dizer, queridos Viajantes que por aqui têm passado, que este dia é um sinal de alarme para a Europa e para os países do sul. Sim, também falei aqui em sinais de alarme. A cultura metálica do pragmatismo dos negócios e das finanças está a sobrepor-se há muito na Europa a uma cultura de convívio saudável, de equilíbrio desejável entre os estados-membros. Vimos desrespeitar Tratados e Acordos, saltar Referendos, calar a voz dos cidadãos (há muitas formas de os calar, sabiam?, perguntem aos media, basta repetir o que lhes dão a mastigar e a ruminar todos os dias).

Qual a resposta mais saudável e eficaz a esta cultura bárbara do poder do mais forte sobre o mais fraco? Usar a consciência, os neurónios, o bom senso, na pequena margem de liberdade que ainda nos resta. Usar o talento natural de cada um numa tarefa comum. Comunidades que se expandem, que ultrapassam fronteiras, limites. Trocar informação útil para todos. Criar, construir, unir, animar e reanimar.

 

Continuarei a navegar no Rio sem Regresso, o meu primeiro espaço na blogosfera e de que nunca consegui afastar-me muito tempo. Nesse rio a vida é revelada através do cinema. Gostaria de agradecer ao Sapo por tê-lo acarinhado desde o início, e ao Pedro Correia, primeiro através d' A Melhor Década do Cinema no Corta-Fitas e depois no Delito de Opinião. Lembro aqui ainda João Carvalho, um dos mais amáveis bloggers que encontrei na blogosfera, a cultura da amabilidade.

 

Podem continuar a acompanhar-me no espaço iniciado recentemente, A Vida na Terra, onde procuro lembrar e celebrar o facto de habitarmos este maravilhoso planeta e a oportunidade de aprender a conhecê-lo melhor e às restantes criaturas e espécies. 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:29

Antes vivos uma hora, do que a dormir uma vida inteira

Sábado, 12.02.11

 

 

Olho para trás e já não te vejo

Quem eu vejo é um reflexo criado por mim

 

O caminho está deserto de novo

mas não de uma forma desagradável

O sol ilumina tudo como numa paisagem irreal

 

Vejo pela primeira vez as marcas dos meus passos

e estranho a sua terrível consistência

Sempre gostei de insistir nos mesmos erros

 

Acordei de um sono longo

e já não poderia respirar nessa ficção


Estes são os efeitos secundários da verdade

uma vez vislumbrada, nada a poderá substituir

Antes vivos uma hora, do que a dormir uma vida inteira

 

 


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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 21:28

Do Baú:

Segunda-feira, 04.05.09

 

 

Desejo de rebeldia

de partida

de viagem

 

de fazer a minha própria história

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:32

Do Baú:

Segunda-feira, 04.05.09

 

 

Partir como quem nunca esteve

 

Sombra de uma nuvem

que passa em câmara lenta

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:25

Do Baú:

Segunda-feira, 04.05.09

 

 

A tarde escurece em tons cinza

 

Vejo-a tornar-se noite, lentamente

também dentro de mim...

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:19

Do Baú:

Quarta-feira, 15.04.09

 

 

Porque passamos a vida a dizer adeus?

 

 

 

 


 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 22:33

Do Baú:

Sexta-feira, 03.04.09

 

 

Não poderei voltar ao meu mundo-refúgio

ilha segura e perdida no tempo

 

ao conforto da solidão saboreada

à sensação de paz infinita

que nada pode perturbar

 

Vou encontrar a ponte destruída

a porta fechada

e vou desejar que isso aconteça!

 

Para que adormeça e permaneça

em mim

esse mundo-refúgio-ilha.

 

 

 




 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 14:26

...

Quinta-feira, 18.12.08

 

Pensamos que com a idade
nos habituamos às despedidas
mas não é assim

 

A dor é mais profunda
um espaço-tempo que muda de lugar
e se recompõe noutro lugar

 

Deixo à minha alma a parte mais complexa:
rever todo o nosso percurso
e interiorizar qualidades
a que tento dar sequência
em gestos e palavras

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:16








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